domingo, 10 de junho de 2012

O QUE É A DOENÇA DE ALZHEIMER?

Breve vídeo explicando sobre as principais características clínicas e evolutivas da Doença de Alzheimer.

Meditação muda estrutura do cérebro, diz estudo


MARIANA VERSOLATO
Folha de Sao Paulo

De olhos fechados, em silêncio e, de preferência, sentados, os praticantes da meditação de atenção plena devem se concentrar em apenas uma coisa: a respiração.
A técnica é antiga, da tradição budista, mas começou a ser mais difundida depois de ter sido usada em um curso não religioso de redução de estresse, criado em 1979 por Jon Kabat-Zinn, professor da Escola Médica da Universidade de Massachussets.
Os benefícios da técnica, conhecida também como "mindfulness", já foram relatados em vários estudos.
A lista vai da melhora de sintomas de esclerose múltipla (como diz estudo publicado na "Neurology") à prevenção de novos episódios de depressão (demonstrada em artigo na "Archives of General Psychiatry").
Mas, agora, um estudo mostra, pela primeira vez, os efeitos provocados por essa meditação no cérebro.
A pesquisa, publicada hoje na "Psychiatry Research: Neuroimaging", foi feita pela Harvard Medical School, nos EUA, em conjunto com um instituto de neuroimagem da Alemanha e a Universidade de Massachussets.
E o mais importante: as mudanças ocorreram em apenas oito semanas de meditação em praticantes adultos iniciantes.
As conclusões foram feitas após comparações entre as ressonâncias magnéticas dos que praticaram a meditação e de um grupo-controle que não fez as aulas.
Outros estudos já haviam sugerido que a meditação causa mudanças no cérebro. Mas eles não excluíam a possibilidade de haver diferenças preexistentes entre os grupos de meditadores experientes e não meditadores.
Ou seja, não era possível afirmar se os efeitos eram causados pela prática.

MENOS ESTRESSE
Todos os 16 participantes da pesquisa, com idades de 25 a 55 anos, deveriam obedecer a um critério: não ter feito nenhuma aula de meditação "mindfulness" nos últimos seis meses ou mais de dez aulas em toda a vida.
Eles frequentaram oito encontros semanais, com duração de duas horas e meia.
Também foram instruídos a fazer 45 minutos de exercícios diários e a praticar os ensinamentos da meditação em atividades do dia a dia, como andar, comer e tomar banho.
Para avaliar as mudanças, todos os participantes e o grupo-controle fizeram ressonâncias magnéticas antes e depois do período de aulas.
Os exames iniciais não indicaram diferenças entre grupos, mas as ressonâncias feitas após o curso mostraram um aumento na concentração de massa cinzenta no hipocampo esquerdo naqueles que haviam meditado.
Análises do cérebro todo revelaram mais quatro aumentos de massa cinzenta: no córtex cingulado posterior, na junção temporo-parietal e mais dois no cerebelo.

BENEFÍCIOS
Britta Hölzel, pesquisadora da Harvard Medical School e uma das autoras do estudo, disse à Folha que isso pode significar uma melhora em regiões envolvidas com aprendizagem, memória, emoções e estresse.
O aumento da massa cinzenta no hipocampo é benéfico porque ali há uma maior concentração de neurônios, afirma Sonia Brucki, do departamento científico de neurologia cognitiva e do envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia.
"Antes, acreditava-se que a pessoa só perdia neurônios durante a vida. Agora, vemos que podem brotar em qualquer fase da vida, e determinadas atividades fazem a estrutura do cérebro mudar."
Isso significa que o cérebro adulto também é plástico, capaz de ser moldado.
No ano passado, um estudo dos mesmos pesquisadores já mostrava redução da massa cinzenta na amígdala cerebral, uma região relacionada à ansiedade e ao estresse, em pessoas que fizeram meditação por oito semanas.
Mas qualquer um que começar a meditar amanhã terá esses mesmos efeitos benéficos em algumas semanas?
"Provavelmente sim", diz a neurologista Sonia Brucki.
Ela ressalta, no entanto, que a idade média dos participantes da pesquisa é baixa e, por isso, não dá para afirmar com certeza que isso acontecerá com pessoas de todas as idades.
Agora, a pesquisadora Britta Hölzel quer entender como essas mudanças no cérebro estão relacionadas diretamente à melhora da vidas das pessoas.
"Essa é uma área nova, e pouco se sabe sobre o cérebro e os mecanismos psicológicos relacionados a ele. Mas os resultados até agora são animadores."





Adaptado de Folha de Sao Paulo

Exame de sangue identifica genes relacionados ao Parkinson


A descoberta pode aumentar as chances de sucesso no tratamento e amenizar a progressão da patologia
 Mente Cerebro: 05/06/2012




Atualmente, não há nenhum teste de laboratório para diagnósticar Parkinson, por isso, é impossível detectar sinais durante os primeiros estágios da doença. Agora, a farmacologista Silvia Mandel do Insituto de Tecnologia da Faculdade de Medicina Technion-Israel e sua equipe, identificaram genes que podem prever com alta precisão se uma pessoa pode desenvolver a patologia, antes do aparecimento dos sintomas – uma fase em que os esforços de tratamento poderiam ter maior impacto para impedir sua progressão. Os resultados foram publicados no períodico científico Molecular Neurodegeneration.

Os pesquisadores analisaram a amostra de sangue de 62 pessoas em estágio inicial de Parkinson e de 64 saudáveis, para controle. Os indícios encontrados nos pacientes pré-sintomáticos foram confirmados com 100% de precisão, de acordo com os dados  genéticos de 30 pessoas em estágios avançados da doença. “O objetivo inicial era determinar se havia alguma assinatura biológica que poderia confirmar a suspeita”, diz Silvia.

A pesquisadora acredita que o teste de sangue pode ser combinado com exames de neuroimagem para o diagnóstico diferencial de Parkinson e de distúrbios motores.

Imagens do Sistema Nervoso: Células de Purkinje (Ramón y Cajal)

Gravura de Santiago Ramón y Cajal (1899) de neurônios no cerebelo de um pombo.

Imagens do Sistema Nervoso: Cortex hipocampal


Imagens do Sistema Nervoso: Células de Purkinje

Outra fotomicrografia de Thomas Deerinck do cerebelo do rato. Esta mostra, em verde, os corpos das células de Purkinje.

Imagens do Sistema Nervoso: Cerebelo

Corte sagital de cerebelo de rato, fotografia de microscopia de dois fótons. Imagem de Thomas Deerinck, Olympus Bioscapes Contest de 2004.

Imagens do Sistema Nervoso: Neurônios do Hipocampo

Neurônios em cultura primária de hipocampo de rato (em cultura a partir de um pequeno pedaço do hipocampo). Fotomicrografia de Paul Cuddon, Image of Distinction no Nikon Small World, 2005.

Como está nosso cérebro nos tempos modernos?


NEUROCURSO.COM

Neurocurso o line
Curso on line de Neurociências e Neurologia-UFMG